tenho uma subita afeição por aqueles que resolvem ser infieis
por aqueles que traem, que infringem
por aqueles que ousam sair das suas previsiveis rotinas
para ainda assim viver (tentar viver)
uma paixão, um sentimento, uma emoção.
nos interstícios da vida
daquela da qual já não lhes é comportável sair
mas que se redescobrem entretanto vivos,
e de certa forma,
mais fieis a si proprios
será assim aquele par de criaturas
que eu vejo ternamente encontrar-se todas as manhãs no café
para simplesmente tomar o pequeno almoço juntos
ali começam o dia como um casal
separando-se depois novamente
para as suas invariáveis rotinas
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